Uma borda sobre a terra, a ambivalência da fronteira na literatura de Fabián Severo

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DOI:

https://doi.org/10.48162/rev.34.121

Resumo

Neste artigo, dedicado ao romance Sepultura (2020) do escritor Fabián Severo, refletimos sobre fronteira como um topus literário. Apesar das dificuldades de acesso a editoras que o escritor uruguaio enfrentou com a inserção do portunhol em sua obra literária, já desde sua primeira publicação ele teve reconhecimento por parte da crítica literária, tendo recebido desde então vários prêmios. De modo geral a crítica aponta que o escritor carrega a voz e a memória de uma região intersticial entre Uruguay e o sul do Brasil. Considerando estes aspectos, é a partir de uma perspectiva crítica que associa geografia e literatura que refletimos sobre a paisagem cultural criada pelo romance de Fabián Severo. Por isso, os subsídios teóricos, que baseiam nossa reflexão, além de estudos de narratologia, são, especialmente, aportes do livro Del topos al logos. Propuestas de geopoética (2006), de Fernando Aínsa e o pensamento de Alejandro Grimson expresso em seu ensaio Frontera, naciones y región (2004). Afinal, a partir dos fundamentos da geopoética alcançamos entender não só como portunhol torna-se um rio de palavras e imagens que irriga a cultura da região, mas também a ambivalência de sentidos de fronteira que perpassa a literatura do jovem escritor fronteiriço.

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Publicado

09-02-2026

Como Citar

[1]
Goulart, C. e Cordeiro de Azevedo, A. 2026. Uma borda sobre a terra, a ambivalência da fronteira na literatura de Fabián Severo. Cuadernos del CILHA. 43 (fev. 2026), 1–17. DOI:https://doi.org/10.48162/rev.34.121.

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Seção

Artículos