La tierra da, la tierra exige
La lucha contra el Marco Temporal y la afirmación de la identidad quilombola en el sur de Brasil
DOI:
https://doi.org/10.48162/rev.36.168Palabras clave:
Necroderecho;, Neoextractivismo, Jusdiversidad, Soberanía territorial, Biointeracción, DecolonialidadResumen
Este artículo analiza la tesis del Marco Temporal y la morosidad burocrática estatal como tecnologías de gobernanza necropolítica orientadas a la expropiación de los territorios quilombolas en el bioma Pampa y en la frontera Brasil-Uruguay. A partir de las comunidades de Várzea dos Baianos (Candiota) y Vila da Lata (Aceguá), se examina cómo la expansión transnacional del monocultivo de soja convierte la sociobiodiversidad en capital muerto e impone una racionalidad cosmofóbica que compromete la reproducción material de los pueblos de la tierra. El estudio se inscribe en los Enfoques del Tercer Mundo al Derecho Internacional (TWAIL), en diálogo con la teoría crítica decolonial e interseccional. Mediante revisión bibliográfica interdisciplinaria y análisis documental, se contrapone la dogmática jurídica hegemónica a la diplomacia malunga protagonizada por mujeres negras, cuyas prácticas desafían las fronteras estatales y la invisibilización ligada a la condición de doble chapa. Se sostiene que la exigencia estatal de pureza identitaria y de marcos temporales rígidos opera como un genocidio por denegación. Se concluye que la defensa de los territorios quilombolas exige afirmar la jusdiversidad y construir soberanías territoriales como condición de biointeracción y emancipación comunitaria.
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